Meu primeiro conflito preço x beleza

Sentei no quarto do baby e comecei a imaginar o que queria fazer. Meu primeiro desafio era montar uma lista de compras razoável e adequada para evitar impulsos e, consequentemente, gastos que não fossem necessários. No topo da minha lista, estavam as prateleiras, porque eram a minha única certeza do projeto: deixar os livros à mão. Então, comecei a pesquisar modelos e preços. Dá uma olhada no que eu encontrei.

A prateleira dos meus sonhos foi essa aqui da Tok Stock. Mas o preço, totalmente, fora do meu orçamento.

Captura de tela de 2015-02-09 11:14:46

Também vi essa aqui, mas não gostei tanto. Considerando o preço, menos ainda.Captura de tela de 2015-02-09 11:14:56
Achei esse modelo da Etna e fiquei apaixonada. Bonita e preço acessível.Captura de tela de 2015-02-09 11:15:48 Continue reading

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Primeiro cômodo: quarto do filhote

Quem é mãe sabe que tudo de bom é primeiro para os filhos, né? No meu desafio décor não poderia ser diferente. Eu amo o quarto do Marcos Levi, tem uma decoração simples e clean, do jeito que eu gosto. Mas ele já está com dois aninhos e quero deixar algumas coisas mais acessíveis, como livros, material de pintura e alguns brinquedos. Acho importante incentivar a independência dele com esse universo.

O plano aqui é simples. Deixar livrinhos, materiais e alguns brinquedos expostos para que ele mesmo possa pegar. Coincidentemente, o desafio do mês de fevereiro do blog do meu coração Vida Organizada é sobre organizar um cantinho de estudo para adultos ou pequenos. Saiba mais sobre o desafio aqui. Vou aproveitar o embalo e minha estreia na blogosfera para criar esse espaço no quarto do meu pequeno.

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Meu Desafio Décor

Organizada e criativa. Estão aí dois adjetivos que, definitivamente, eu não usaria para me descrever. Já a palavrinha desorganizada… Triste, né? Também acho! Mas como não sou a “Gabriela Cravo e Canela” e mudar é uma necessidade, uma escolha que parte do racional e se encontra com o emocional. Aqui estou eu, sem entender praticamente nada de organização e decoração criativa, mas me aventurando nesse riscado. Porque uma coisa eu sou. Sou curiosa demais e, além disso, sou do tipo que quando coloca uma coisa na cabeça…rs!

O Meu Desafio Décor é uma extensão do meu atual projeto, que é ser mais organizada e decorar minha casa gastando no máximo R$ 5 mil. Então, concorda comigo que as palavras criatividade, pesquisa, paciência e faça você mesmo terão que encarnar na minha alma.

house in human hands

Por que cinco mil?
Eu defini um valor específico por três motivos. Primeiro, para controlar os delírios à la Becky Bloom. Segundo, porque eu nunca decorei minha atual casa por falta de grana para fazer do jeito eu queria. Terceiro, porque é o valor que eu tenho e preciso fazer ele render.

Para me entender (se é que isso é possível)
Eu morava num apê lindinho, que reformei com todo carinho do mundo e gastei horrores para deixar ele com carinha de apê de revista. Depois de um tempo, mudamos os planos. Vendemos nosso apartamento, compramos um lote em um condomínio e começamos a construir uma casa, que seria construída na empreita e a parte de acabamento com a gente dentro. Porque, desde o início, sabia que não teria condições de fazer o acabamento que eu queria com o valor que sobraria (se é que sobraria) depois de colocar a casa em pé. Cimento, ferro e mão de obra são caros minha gente. Mas a torneira conceito é muito mais.

No meio disso tudo, tcharam… eu engravidei e a luz da minha vida estava para nascer. Pois bem, criança não pode morar em chão batido. O dinheiro para o porcelanato dos meu sonhos? eu não tinha. Então, fomos de cerâmica honesta não-medonha da promoção. O acabamento nem de longe ficou perto do que eu planejava e daí em diante, sempre que pensava em decorar, começava querendo reformar: trocar o piso, rebaixar o teto para projeto de iluminação, colocar umas sancas, fazer armários planejados, aumentar aqui e ali, mudar os portais e por aí vai. Enfim, eu queria uma casa de revista igual ao meu apê. Com todas as contas e nossas prioridades, eu precisaria ganhar na mega para colocar o projeto da minha cabeça em execução. Mas como não foi o caso, eu deixei essa questão quietinha até porque eu estava envolvida demais no advento maternidade e pouquíssimo comprometida com o meu lado “dona de casa”.

Eu tinha uma pessoa que me ajudava com tudo, sabe dessas que você praticamente não encontra mais por aí, cuida do bebê e dos afazeres domésticos. Um sonho, né? Mas aí ela saiu de licença maternidade e eu tinha que me reencontrar com o meu lado “dona de casa”, que na verdade conhecia de vista, do tipo intimidade zero. Desespero e pânico? Sim, passei por essas fases. Li muitos textos sobre como organizar rotinas de limpeza, me encontrei com alguns métodos e comecei a cuidar da minha casa. Consequentemente, a amá-la mais. Pronto! O racional encontrou o emocional.

Comecei a perceber que não importa quanto eu vou gastar, mas sim quanto eu quero ver aquele espaço lindo, aconchegante e funcional. E isso é uma questão de esforço, energia, dedicação e não necessariamente de dinheiro. A-do-ra-ria entrar numa loja chique, pedir um projeto lindo e poder pagá-lo. Sem esforço, sem dor de cabeça, sem frustrações. Mas também sem aventura, sem desafio e sem uma necessidade enorme de me reinventar, de repensar meus valores e adequar meus gostos à minha conta bancária. Por força da necessidade, decidi ficar com a segunda parte, um pouco mais desafiadora.

Para mim, o que importa agora é deixar minha casa mais bonitinha, ainda que simples, mas com um toque especial em que cada cômodo terá sua própria história e desventuras e elas serão todas registradas aqui nesse espaço. Acabou de nascer, mais um blog décor!